ADEUS 2016!

sábado, dezembro 31, 2016

Olá Sonhadoras(es)! 

Esta será a última publicação deste ano e, como tal, queria desde já agradecer a vossa presença neste cantinho ao longo deste ano. Obrigada por me "escutarem", por fazerem parte da minha vida!

Na publicação anterior deixei-vos uma mensagem de Natal. Apesar de andar pouco inspirada nesta época festiva não poderia deixar a mesma passar em branco. 

Os últimos Natais têm sido um pouco diferentes dos demais. É uma mistura de sentimentos, uma miscelânea de pensamentos e com gostinho um tanto ao quanto agridoce! Desde que a minha madrinha, avó materna e paterna faleceram (esta última há 1 ano e 1 mês) que grande parte deste espírito de Natal, alegria e boa disposição se foram dissipando ao poucos. As crianças também foram crescendo, os primos casaram e constituíram a sua própria família repartindo-se entre os 2 lados da família e consoante as festividades. O Natal foi perdendo parte da sua magia, tornando-se mais pobre.




O Espírito de Natal esteve tão ausente que nem fiz árvore/pinheiro.
Comprei alguns enfeites e fiz um arranjo de Natal bem simples e acrescentei um pouco de cor com as luzes típicas desta época festiva.
Obviamente que o Presépio esteve presente! Faço colecção de presépios em miniatura e ali estão exposto dois deles.  Acreditem que em 6 anos que vivo sozinha e tenho o meu espaço este nunca esteve tão decorado como este ano! Imaginem os anteriores! Não havia o mínimo resquício da passagem do Natal aqui por casa!

(Quanto à qualidade da foto... a que foi possível! Desculpem!)

Provenho de uma família Católica bastante conservadora, que vive o Natal muito pelo lado religioso e sempre muito centrado nas crianças e nos mais velhos. Só estes recebiam presentes, pequenos miminhos, pois nunca aderimos ao Natal consumista, às prendas caríssimas e à típica comparação de quem dá mais. Pelo que vou observando ao meu redor, grande parte das pessoas apenas vêm o Natal como a troca de presentes, as compras desenfreadas, o mostrar que se tem e se pode. Felizmente, ainda há quem veja o Natal como a festa da família, da partilha, união, do convívio.



Ao pensar no que iria escrever nesta publicação e no processo de organização das ideias, apercebi-me que, no final de contas, tive um Natal com tudo aquilo que é essencial. Estive na companhia daqueles que Amo (ou parte deles), o que hoje em dia infelizmente nem sempre é possível, a mesa da consoada e do dia de Natal foi farta e bem recheada, diria até que foi em demasia dada a quantidade de alimentos que sobraram. Convivemos, contamos estórias, rimos e choramos ao relembrar os que já partiram, recordamos festas anteriores nas quais éramos mais que muitos, comemos e bebemos tudo o que desejamos e até mais não poder. Que mais poderia desejar?! Na impossibilidade de ter junto a nós aqueles entes queridos que marcaram a nossa infância, adolescência e parte da juventude, ficam a saudade e as boas recordações a encherem o coração, juntamente com a esperança e fé de que um dia nos havemos de encontrar noutro local e noutras circunstâncias.

Creio que o Natal irá adquirir uma nova chama e um outro encanto quando vierem os filhotes. Até lá, que haja saúde, paz e harmonia na família e bons amigos com quem partilhar todas as alegrias e vicissitudes desta vida!


ADEUS 2016!


Estamos na véspera de um Novo Ano e tanto poderia ser escrito à cerca deste último! Nem tudo decorreu como desejava, nem de perto! Muitos objectivos ficaram por cumprir, não por serem muito irrealistas e ousados, mas muito pela minha falta de motivação, de capacidade de ultrapassar os obstáculos que sempre surgem a impedir e a dificultar a caminhada. Cedi demasiadas vezes aos caprichos da depressão, perdi dias de vida, de sorrisos que se transformaram em semanas de tristeza e muitas vezes de isolamento social. Lutar contra a depressão e todos os sentimentos e pensamentos que ela traz consigo, é certamente, um dos meus maiores desafios a cada novo ano. Um dia irei conseguir, não sei se será para já ou este ano que vem, mas que não me falte a coragem e a determinação para a combater. É isto que eu peço todos os anos, nem sempre o consigo atingir, mas fica a esperança.

Tenho consciência que um dos meus maiores defeitos, provavelmente o pior de todos, é  a procrastinação. O deixar para amanhã, para depois de amanhã ou daqui por uns dias e esse bendito dia acaba por nunca chegar! É o adiar constantemente a mudança, porque ela exige um esforço tremendo, velhos hábitos e vícios são difíceis de alterar. São uma batalha com muitas derrotas pelo meio, o enorme medo de falhar que me trava à partida e me faz desistir só para não ter de lidar com mais uma derrota.

Mas, na verdade, todos sabemos que somente se tentarmos é que poderemos vencer. As probabilidades são de 50% de vitória, há que acreditar e ter mais confiança. A vida já me deu provas de que essa luta e perseverança valem a pena, mas esqueço-me demasiado rápido dessas pequenas vitórias focando-me em demasia nas derrotas. Tornar-me mais positiva e esforçar-me por ver "o copo meio cheio" ao invés de o ver "meio vazio", o erro de estar centrado naquilo que nos faz falta e de tirar o olhar daquilo que já temos ou conseguimos atingir.  Para mim, "olhar para o copo quase cheio" é quase como uma arte, tal a dificuldade que tenho em me focar nos aspectos positivos. Demasiado perfeccionista, querendo sempre mais e melhor, insatisfeita por natureza, são características que em nada ajudam a esta transformação. Mas, quem sabe se a vida me ensine a mudar de perspectiva, de preferência que seja pelo Amor e não pela Dor!


Planos e projectos para 2017?!


Bem, dado os últimos anos, vou vivendo um dia de cada vez, tendo um ou outro projecto a médio prazo, mas essencialmente, com objectivos mensais ou semanais.
Não vale a pena criar projectos megalómanos e de longo prazo, pois tudo nesta vida é efémero e muda de um instante para o outro. Já para não pensar em tudo aquilo que não depende única e exclusivamente de nós mesmos! Isso então, é uma pura incógnita e só acarreta na sua maioria desilusão e frustração. Focar-me sim, naquilo que depende de mim, da minha luta, do meu trabalho e dedicação.
Tudo o que depende de outrem é incerto e os reveses ou "as retiradas de tapete por baixo dos nossos pés" surgem quando menos esperamos e nesse instante parece que o mundo inteiro desaba sobre nós! Por isso, um dia de cada vez, transformá-lo em algo único, por exemplo, fazendo pelo menos uma coisa que goste e me dê prazer, tornando-o se possível melhor que o anterior!

Uma coisa vos posso garantir: "O melhor da vida não se planeia, simplesmente... Acontece!". Esta expressão resume na perfeição este ano de 2016. É o inesperado, o improvável, o que não estava nos planos que, muitas das vezes, nos faz sorrir e traz um novo sentido à vida!


Que as realizações alcançadas este ano, sejam apenas sementes plantadas, que serão colhidas com maior sucesso no ano vindouro.
Nunca é tarde demais para começar tudo de novo. Há sempre a oportunidade de começar algo que deixamos incompleto ou restaurar aquilo que precisa de um pouco mais da nossa atenção. Não repetir os erros do ano velho é a melhor forma de começar o ano novo. 
Que este Novo Ano vos traga tudo aquilo que mais desejam e vos surpreenda sempre da melhor forma!


FELIZ 2017! 











E tudo se resume na seguinte imagem...








Um enorme abraço e até para o ano! 

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