"Amor Volúvel"

quinta-feira, janeiro 04, 2018

Olá Sonhadoras(es)! 
Tudo bem com vocês? Espero que este novo ano tenha começado da melhor forma possível de acordo com tudo aquilo que planearam. 


No final do ano é normal efectuarmos uma retrospectiva do que vivemos e elaborar objectivos/metas a cumprir no ano que está por começar. Tal como escrevi na última publicação, já desisti de elaborar essa lista interminável de itens.

Entre os vários desejos, há quem peça: Amor, Paz, Dinheiro, Trabalho, Sucesso e Prosperidade, etc.



Hoje, resolvi escrever sobre a palavra - Amor. Não é fácil descrever esta palavra e muito menos vivê-la. É tantas vezes dita de forma vã e leviana, sem qualquer sentimento profundo, é constantemente  banalizada! Custa-me compreender como se salta de uma relação para outra e se apelida cada uma delas de um "grande amor, um amor para a vida toda". Fazem-se juras de amor eterno, afirma-se com a maior das certezas do mundo que se encontrou a alma gémea, o príncipe encantado e por aí adiante... Há quem esteja noiva(o) e com planos a dois para toda a vida e, passado uns meses, a vida dá uma reviravolta tão grande que seu amor já é outro, a personagem principal é outra, mas parece que a estória se repete. Será que se pode amar inúmeras pessoas, ter vários amores para toda a vida, ou será que pronunciamos esta palavra de forma precipitada e pouco reflectida?


Julgo ver e dar um significado a este adjectivo que não é de todo o mais comum. Talvez por esta mesma razão, sinta que amor de verdade, aquele que é incondicional e único, nunca o tenha vivenciado. Creio que esse, não desaparece de forma fugaz, não se ama e se deixa de amar em dias, semanas ou meia dúzia de meses. A meu ver, isso não é de todo amor, mas sim paixão, uma grande amizade e companheirismo associados a uma química sexual, emocional, intelectual, etc.
Agora Amor... Amor não se evapora à mínima dificuldade que surge na relação, não se apaga com um simples gesto de passar a borracha por cima e seguir para outra relação como se nada tivesse sucedido e, volta e meia, o próximo lá se torna o grande amor da sua vida! 

Há palavras para as quais, dado o seu significado, deveria ser obrigatório pagar uma taxa por cada vez que as utilizássemos de forma frívola. Talvez desta forma, reflectíssemos e pensássemos duas ou mais vezes antes de as pronunciarmos. Certamente que "Amor" seria verbalizado com toda a sua plenitude e significado, imbuído de um sentimento puro e verdadeiro e jamais de forma oca e volúvel.

Mas quem sou eu para falar de Amor? Sou apenas uma eterna romântica que provavelmente, vive este "acto de Amar" de forma utópica e irreal. 




Amor não se conjuga no passado, ou se ama para sempre ou nunca se amou verdadeiramente.
(Fernando Pessoa)



Assim termino o meu desabafo, partilhando com todos vocês o compromisso que fiz (fizemos): "Só iremos pronunciar e declarar esta palavra um ao outro quando for verdadeiramente sentida na sua completude e, jamais de forma leviana e desprovida do seu autêntico significado.


Antes de  terminar, gostaria de deixar a seguinte ressalva: para quem se sentiu tocado ou lesado com o escrevi, por favor, não veja este texto como uma crítica ou julgamento. Na verdade, se fosse um "apontar de dedo", sê-lo ia em primeiro lugar para mim e de uma forma bem directa e totalmente à descarada! Sim, eu já cometi esse erro! Já pronunciei essa tão nobre palavra de forma leviana e aprendi com esse erro.
Já julguei amar, quando na verdade estava apenas carente de afecto, atenção, companheirismo. Quando a vontade e o enorme desejo de constituir uma família, ter estabilidade emocional, algo sólido que me preenchesse me toldou os sentimentos e a visão da realidade tal como ela era.
Quando criei uma imagem ideal e ilusória da pessoa que tinha a meu lado, de uma perfeição que nunca existiu, mas que eu ansiava desesperadamente ter na minha vida. Nestas e outras tantas situações, afirmei a  existência de um amor que, afinal de contas, nunca existiu, quanto muito, apenas na minha imaginação.

Amor, não surge numa troca de  olhares, ao primeiro toque, nas primeiras noites de sexo. O que existe nestes momentos é atracção, tesão, desejo, química sexual. Amar é tanto mais do que tudo isto!  Vai brotando com o tempo, com a partilha de momentos felizes e com a superação em alturas de maior desconforto ou quando surgem os problemas e se procura em conjunto a resolução dos mesmos, com o conhecer o outro em todas as suas facetas e de uma forma transparente... Tanto mais poderia acrescentar!


Sou sonhadora e adepta fervorosa de finais felizes, como aqueles que lemos nos romances e vemos no cinema, mas ainda possuo algum discernimento para compreender que o amor não surge espontaneamente e num simples piscar de olhos. É um processo demorado e que se constrói tendo como base alicerces bem fortes e estruturados. Não brota em dias, semanas ou meros meses!

Se um dia a vida me provar que estou errada, aqui estarei para partilhar com vocês a minha mudança de perspectiva.

Até lá, não irei usar e abusar desta palavra ao ponto de se tornar vulgar e dita a quem quer que se  cruze na minha vida. Gostar, gostar muito é uma coisa, amar é outra bem diferente e mais complexa.

Que a vida nos abençoe com um amor verdadeiro, puro, genuíno! 

Um abraço bem apertado e continuação de uma excelente semana para todos vós.
Até breve! 💜

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